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PSICOLOGIA TRANSPESSOAL E COACHING ORGANIZACIONAL ONTOLÓGICO NO MEIO PROFISSIONAL

Expansão da consciência sobre si e o todo

O sucesso no meio profissional foi historicamente associado ao quociente de inteligência (QI), ou seja, os mais inteligentes teriam em princípio, maiores chances de alcança-lo. Em 1999, Daniel Goleman introduziu o conceito de inteligência/ quociente emocional (QE). Este quociente passou a ser reconhecido como um dos pilares para se alcançar o sucesso no mundo corporativo, desbancando a teoria de que apenas o QI seria o fator determinante. As pessoas com alto QE são reconhecidamente pessoas que conhecem bem suas emoções, realizam uma gestão eficaz das mesmas, são auto motivadas, reconhecem com facilidade a emoção dos outros, e possuem habilidade para conduzir relacionamentos. A junção dos dois quocientes trouxe uma revolução na forma como as pessoas são preparadas para a vida adulta e profissional. No entanto, em 2001, Zohar & Marshall introduziram a noção da inteligência/ quociente espiritual (QS). Este quociente é baseado na necessidade intrínseca do ser humano de ter um propósito de vida, de ver significado naquilo que faz, de poder atuar a partir de seus valores e princípios e, preferencialmente, ver tudo isso refletido na atividade profissional escolhida. Vale destacar que espiritualidade neste contexto não tem nenhuma relação com religiões.

O agrupamento destes três quocientes forma o tripé que dá o suporte necessário para uma vida pessoal e profissional rica e bem-sucedida. No entanto, os tempos atuais exigem que todos sejam capazes de realizar multitarefas, não sobrando tempo algum para tratar estas questões de cunho mais pessoal, mas que tanto afeta os resultados profissionais. Esse isolamento interno torna-se fonte de descontentamento em muitas pessoas e com isso, ocorre a queda na performance e aumento dos problemas de saúde e relacionamento.

Em busca de mudanças visando melhores resultados, as organizações têm atualmente a oportunidade de adiantar-se às iniciativas individuais e contribuir para que seus membros se aprimorem não apenas tecnicamente, mas também emocional e espiritualmente. A integração da psicologia transpessoal com o coaching organizacional na linha ontológica visa trabalhar o QE e QS nas organizações, promovendo uma expansão do autoconhecimento e apropriação individual e coletiva da responsabilidade pela realidade em que vivem e a criação e execução da mudança da cultura organizacional desejada.

O Coaching organizacional está focado nas necessidades e objetivos da empresa, na melhoria da performance e na gestão de mudança organizacional. Mas como toda empresa é feita de pessoas, este tipo de Coaching dedica igual atenção as pessoas, seu desenvolvimento pessoal e a liderança.

A Psicologia Transpessoal, por sua vez, é um ramo da psicologia, especializada no estudo dos estados de consciência, experiências culminantes, míticas e de transcendência, visando alcançar a unidade fundamental do Ser. Foi intitulada em 1968 por Abraham H. Maslow. Ela utiliza uma abordagem mais ampla do mundo e do homem e insere a espiritualidade como dimensão inerente ao Ser. Além disso, promove a expansão do Ser para além do pessoal, desenvolvendo uma maior consciência das interações e conexões que existem entre tudo e todos. Este tipo de visão, quando levada para o meio profissional, influencia grandemente nas decisões e comportamentos associados à forma como as empresas relacionam entre si, com o meio ambiente, com as comunidades que impactam, com seus clientes, e internamente com seus funcionários.

Dentro das organizações, diversas áreas podem se beneficiar com uma associação entre Psicologia Transpessoal e Coaching organizacional, nomeadamente educação/ treinamento, liderança, integração de equipes e mudança organizacional. Essa associação permite um aprofundamento nos valores, princípios e propósitos da empresa e das pessoas, em busca de um alinhamento e construção de uma visão comum.

Quando o assunto é especificamente mudança organizacional, é sabido que muitas empresas lançaram imensos esforços para conseguir um abono de natal, plano de saúde, e outros benefícios, e ao final, concluíram que as mudanças motivacionais continuaram aquém do almejado. Assim, muitos líderes já compreenderam sobre a necessidade de criar relações mais respeitosas e cordiais como recurso motivacional. No entanto, se veem frequentemente despreparados para resolver efetivamente questões tipo: Como mitigar os riscos de que ocorram resistências quando anunciada uma mudança? Como tratar as necessidades e expectativas individuais quando nem sequer as conhece? Como levar as pessoas a manifestarem suas inquietações com segurança, para que os gestores possam endereçá-las? Como inspirar as pessoas a refletirem sobre qual a sua participação naquilo que o incomoda? Como conscientizar as pessoas a saírem da vitimização? Um dos objetivos de utilizar o Coaching organizacional em conjunto com a Psicologia Transpessoal é justamente trabalhar questões como as mencionadas acima e com isso, aumentar a satisfação, comprometimento e sucesso nas equipes. Outro objetivo é conseguir que as pessoas digam a elas mesmas o que querem, legitimem isso e se tornem capazes de atuar com esta nova visão, dentro e fora do contexto organizacional. A junção de metodologias cognitivas do Coaching com experienciais da Transpessoal é que faz esta transformação possível, A mera possibilidade de fazer / ser diferente pode ser extremamente convidativa para as pessoas, quando existe uma possibilidade de se eliminar uma fonte nova ou antiga de incômodo. Um novo contexto profissional pode ser a oportunidade de praticar esta nova visão e forma de estar na vida. Neste ponto, a participação dos gestores torna-se fundamental. O crescimento pessoal e profissional perpassa pela expansão da consciência do gestor e reconhecimento do seu papel chave nesta transformação. Ele não determina o resultado, mas influenciará grandemente nas chances de sucesso.

Este é um caminho de autoconhecimento que começa com simples curiosidade e necessidades práticas, mas que, à medida que se aprofunda, leva a pessoa a conhecer e ampliar os próprios limites daquilo que a compreensão e o Ser podem se tornar, gerando melhores resultados para as organizações e para a vida pessoal.

“Aquele que investe na autotransformação, expande a consciência e o poder de alcançar suas metas, de influenciar pessoas e organizações, e de contribuir para a evolução do mundo”

– Rita Schütte – Msc., PhD, Coach ontológico organizacional, de vida e executivo, Terapeuta em Psicologia Transpessoal

Contato: rita.schutte.coach@gmail.com

Comentários(2)

  1. REPLY
    Viviane diz

    Olá! Esse post se refere a um curso ou serviço?

    • REPLY
      ADM diz

      Bom dia Viviane,
      Este é apenas um texto informativo.
      Qualquer dúvida ou mais informações: campinas@alubrat.org.br.
      Att

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